Tengui é uma arte: um caminho de meditação interna e despertar espiritual. Como em toda arte, a qualidade dela depende da qualidade de quem a pratica.
Quase toda tradição ensina a lutar contra alguma coisa dentro de si. Contra a raiva, contra o medo, contra o desejo. Vence-se a batalha por um tempo, e depois ela recomeça, porque aquilo que foi expulso não foi embora: apenas ficou esperando.
O único inimigo que você vai enfrentar é você mesmo.
O dragão é a figura simbólica do dragão oriental: representa a energia vital e a consciência universal. Domar o dragão é domar as próprias fraquezas interiores, até conquistar o poder e a capacidade de conduzi-lo plenamente.
O Tengui não ensina a lutar contra essa força, nem a travar batalhas mentais ou emocionais com ela. Ensina a se harmonizar com o dragão e a conduzi-lo na direção que convém a você.
Quando se chega a esse ponto, entende-se que o dragão não pode ser realmente dominado — mas pode ser plenamente conduzido. É nesse momento que se diz que quem pratica Tengui cavalga o dragão, como um cavaleiro que leva o cavalo para onde quiser.
Figura simbólica do dragão oriental. Representa a energia vital e a consciência universal.
O meio de comunicação que temos com essa força. É por ela que se aprende a ouvir o dragão, não apenas a senti-lo.
Antes de domar, é preciso ver. Perceber onde o corpo trava, quando a respiração encurta, o que faz o fogo subir. A observação vem antes de qualquer técnica.
A meditação não serve para esvaziar a mente, e sim para aprender a permanecer. Ficar diante do que incomoda sem fugir e sem atacar. É aqui que a maioria desiste, e é aqui que tudo começa.
Quando a presença se firma, a força deixa de arrastar e passa a servir. O que antes explodia vira direção. O dragão não some: você aprende a cavalgá-lo.
O Tengui está começando, e quem entra agora faz parte da fundação deste caminho. Se você sente o chamado para aprender a conduzir o próprio dragão, inscreva-se e comece.
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